7 Setembro, 2019

A sistematização na resolução de conflitos



A corrida pela inovação trouxe a sistematização na resolução de conflitos e avanços como agilidade, economia e assertividade.

Por Ana Julia Sampaio

A área jurídica por si só é inundada de regras e pormenores de um sistema essencialmente burocrático, sendo essas características próprias do ordenamento jurídico, suas instâncias e tribunais.

As particularidades judiciais acabam, de certo modo, colocando ainda mais peso na percepção generalizada de que os processos são morosos.

Por isso, em um primeiro momento, raramente conseguimos vislumbrar a possibilidade de que seja também um ambiente propício para inovações.

Talvez poucas pessoas percebam mudanças tecnológicas substanciais. Entretanto, um olhar mais atento descortina outra realidade.

Muitas foram as startups que se embrenharam no universo jurídico nos últimos 5 anos.

Atualmente há um cardápio sem fim de serviços sistematizados que procuram suprir as necessidades de uma área repleta de gargalos.

Pode-se dizer que uma das coisas mais importantes nesta onda tecnológica é a Conciliação, que nada mais é do que um terceiro buscando solucionar um problema entre a parte que se considera prejudicada e a que causou o dano.

A quantidade de empreendedores interessados nesse nicho aumentou exponencialmente. Não é para menos. São quase 100 milhões de processos e muitas oportunidades.

Hoje é possível contratar uma empresa de conciliação com tecnologia para auxiliar na resolução de conflitos sem depender do sistema judiciário e com a mesma segurança jurídica.

Os mais diversos tipos de conflitos podem ser resolvidos com a conciliação.

A sistematização resulta em economia de tempo, de gastos com honorários advocatícios, custas judiciais e, em alguns casos, até com transporte.

Tais fatores muitas vezes são suficientes para convencer a parte reclamada a concordar com o acordo e pode ser um negócio vantajoso para todos.

Para utilizar algumas soluções presentes no mercado, sequer é necessário que a pessoa se desloque. Basta ter acesso à internet, pois tudo é feito online e de forma segura.

A título de exemplo, pode-se citar um problema típico da relação de consumo e que ocorre quando uma pessoa compra um produto e não o recebe.

Para solucionar a questão, o comprador pode contratar uma empresa de conciliação disponível no mercado.

Assim, o fornecedor do produto é contactado por um terceiro para a tentativa de acordo e todos os trâmites são efetuados em busca da solução do problema.

O acordo, se concretizado, tem validade, eficácia jurídica e coloca fim ao problema.

Caso não haja um acordo entre as partes, apesar dos esforços, ainda será possível acionar o poder judiciário e aguardar até que o processo chegue ao fim, o que pode, é claro, a depender de algumas variáveis, demorar anos.

Vale ressaltar que em uma eventual ação, o primeiro passo do juiz é o mesmo: buscar a conciliação entre as partes.

Há plataformas que também buscam a conciliação enquanto a ação está tramitando e muitas empresas aderem com o intuito de diminuir a quantidade de ações e, consequentemente, os custos.

A redução do custo e do tempo tem que ser levados em consideração como vantagens na hora de decidir entre acionar o poder judiciário e contratar uma empresa de conciliação ou até se é necessário mesmo manter o processo ativo ou antecipar o encerramento.

Geralmente um processo judicial custa muito mais do que o valor da condenação, eis que além de envolver as partes, também envolve o Estado que está abarrotado de processos e não consegue dar vazão na mesma velocidade em que as ações entram.

Algumas das empresas que operam neste mercado são: Concilie, Mediato, Justto e Sem Processo.

Espera-se que em um futuro bem próximo a população em geral possa usufruir dos avanços da área jurídica para não precisar processar ou, se for esse o caso, que as ferramentas associadas aos processos eletrônicos tragam resultados eficazes em menos tempo.

É imperioso destacar que muitas demandas estão em constantes discussões e muitas são as soluções implementadas até aqui e outras tantas virão.

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